Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
"Toda" a minha vida quis testar os pequenios regionalismos linguísticos que há por este país fora.
Pedir uma bica, falar em cabides, comentar como brilha o oiro ou que o semáforo ainda está encarnado, por exemplo!
Lá para cima olham-me de lado quando digo "vermélho" e "coélho" porque segundo eles não sei falar e devia dizer "vermêlho" e "coêlho". (Não é engraçado?!)
Eis que hoje entro numa loja da baixa determinada a pedir uns cabides! Até tinha estudado a situação mentalmente e via-me já sair vitoriosa daquele meu jogo de palavras.
«Uns quê, menina? Cabides? Para pendurar a roupa? Sim, tenho ali!»
Mas não, eu não queria suportes para pendurar a roupa na parede.
E recordou-me a minha infância em que efectivamente, isso sim era um cabide.
Lá tentei explicar que era para por dentro do armário, contornando o sobrolho franzido da senhora.
«Olhe..er.. cruzetas talvez? Nunca sei como é que vocês lhes chamam.»
A "dona" não acho muita piada, e também não tinha cruzetas. Mas eu senti-me de férias, como no estrangeiro! :)
“Desculpa” é mesmo uma daquelas palavras chatas de deixar sair cá para fora (se for sentida, é claro). E se vier acompanhada de um “tinhas razão”, então aí a chatice multiplica-se.
Quero acreditar que isto não se aplica a todos mas, infelizmente, sou um desses espécimenes a quem lhes custa juntar essas palavras na mesma frase. É por isso que aqueles que mas ouvem deveriam sentir-se duplamente satisfeitos: pela razão e pela admissão da mea culpa.
O pior, não creio que seja reconhecer que os outros estavam certos, mas antes segurar o nosso orgulho e mantê-lo cá dentro, bem escondido, reconhecendo que afinal, nós, comuns mortais, também erramos… e com frequência! E que por vezes nos faz bem sair da nossa bolha dourada e ouvir – e talvez, talvez! – seguir aquilo que os outros nos têm a dizer.
- É por isso que lamento ter-te feito sair de casa à 1h da manhã para me salvares de apuros dos quais me tinhas prevenido, mas que eu julgava não serem possíveis cá na minha bolha dourada. Desculpa, tinhas razão. E para a próxima vou fazer um esforço, daqueles, para seguir os teus conselhos.
rocurar um balcão de venda de bilhetes que afinal se conclui não existir) e depois tomamos um autocarro que pára na fronteira. O motorista já nos conhece como as “señoritas portuguesas” e a maioria das vezes somos apenas nós, as estudantes portuguesas que chegamos ao fim do trajecto. Lá vai o autocarro de 50 lugares a ecoar as nossas conversas. Claro que enquanto está cheio há situações do mais diverso possível: entre um miúdo de 10 anos a meter a cabeça entre o meu banco e o da minha colega para nos olhar, ou um bando de 4 rapazes que desatam a rir – com fortes gargalhadas, sem se conterem durante 10minutos, sem exagero – quando começamos a falar entre todas em português, ou passageiros com um forte cheiro a álcool ou de aspecto “sinistro”, gente que se lembra de fazer sessão fotográfica e não dá descanso aos “flashes” durante o trajecto inteiro…Obrigada!Tenho de me voltar a dedicar um pouco mai...
Encontrei o teu blog por acaso e gostei muito !Seg...
Muito obrigada! Umas felizes festas!
Feliz Natal e parabéns pelo destaque :)
RvGZjH <a href=\"http://msepxzxnvpqg.com/...